sexta-feira, julho 14, 2006

Uma aventura fresca numa noite quente de verão – parte II

Estava, com poucos centímetros de altura, na prateleira de baixo do meu frigorífico, prestes a ser atacada por um bando de legumes furibundos.
Olhei para um lado e para o outro sem saber o que fazer...aiii...os assassinos aproximavam-se cada vez mais, preparados para me refogarem bem picadinha quando, num acto de desespero, experimentei esticar os braços. Ufa...ainda funciona...vi os meus braços crescerem até à prateleira de cima e ...ala que se faz tarde... um andar acima, ainda evitei respirar até ter a certeza de que não me seguiam. Fuuuuu!!! Respirei de alivio e, ainda a medo, olhei em volta. Mas o meu corpo continuava inquieto e percebi que a tensão me vinha agora dos olhos. Senti-os a quererem saltar e ainda demorei algum tempo a perceber o que se passava... aaah... o prato dos queijos apanhou-me desprevenida e foi mais forte do que eu. Num impulso, soltaram-se-me da face, escorregaram-me pelos braços e rodaram exactamente até ao centro do prato. Agora era a minha boca que também queria ir mas eu não podia deixar. Cega... farejei o caminho até aos queijos, onde recuperei os olhos e deleitei a boca. Ummmm... de barriga cheia, consegui acalmar-me. Decidi que era hora de voltar à vida mas...como? A porta do frigorífico estava fechada e a minha força de poucos centímetros não poderia ser suficiente para a abrir. Apercebi-me pela primeira vez da ratoeira onde tinha caído. E agora?...o que é que eu vou fazer à vida?...e se ninguém me encontrar? Senti uma angústia a subir, a subir e estava com um grito prestes a soltar-se quando a luz do frigorifico se acendeu. Alguém tinha aberto a porta e uma mão gigante caminhava já em direcção à taça das cerejas... Era agora ou nunca...uppaa... num salto gigantesco consegui misturar-me na taça mesmo a tempo de ser agarrada pela mão...mas... não!!!...não!!!...espera...NÃOFAÇASISSO....

Fui engolida...por mim!

Menos mal...já dentro do meu corpo, resgatei o tomate da prateleira de baixo, deixei-o a descansar em paz no caixote do lixo e voltei à cama sem perder o sorriso.

Dedicada ao Primo do Adamastor pela quantidade de vezes que já pode ter-se arrependido do dia em que me convidou para escrever neste Blog. ;)

3 Comments:

Anonymous matilde said...

que história simpática. gostei muito. ainda por cima com o calor que por ai faz só sabe bem imaginar uma aventura destas.

11:57 da manhã  
Anonymous Anónimo said...

Super color scheme, I like it! Good job. Go on.
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11:18 da tarde  
Anonymous Anónimo said...

I find some information here.

7:53 da tarde  

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