quarta-feira, maio 31, 2006

A Promessa de Jerusalém

No fim de semana passada aproveitei para dar um salto à Feira do Livro para, entre outras tentações, comprar o novo do Gonçalo M. Tavares – água, cão, cavalo, cabeça – que li num ápice ainda no domingo. Os temas são os recorrentes dos livros negros dele: violência, prostitutas, militares, loucos, morte, por aí... A forma é a mesma: frases ritmadas, quase reduzidas às suas unidades mínimas de significação e máximas de intensidade. Sem saber que não era um romance, segui cada uma das histórias à espera do momento, como acontece no Jerusalém, em que as peças se começam a juntar, o enredo se começa a revelar e nós começamos a ver o puzzle da história no momento em que tudo termina. A meio comecei a perceber que isso não ia acontecer e no final, já sabia que o que estava a ler, não era mais que um conjunto de memórias violentas sem ligação entre si. Li o Jerusalém há mais de um ano e este há 3 dias. Tenho toda a história, as personagens, as situações, as agressões do Jerusalém bem entranhadas e deste só retive um ou dois momentos. Será que o Jerusalém, como o nome indica, é só mesmo uma promessa? Sinceramente...espero que não..

3 Comments:

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