quarta-feira, dezembro 07, 2005

GUERRA DOS MUNDOS OU DAS PROBABILIDADES?

Só agora vi a "Guerra dos Mundos" de Steven Spielberg.
Será que, por ter passado tanto tempo desde a estreia, já tenha sido ultrapassado o prazo de validade e eu tenha assistido a um produto estragado?
Talvez essa seja a explicação, para que um realizador responsável por filmes como "A Lista de Schingler", "E.T." ou até para comparar com uma temática semelhante "Encontros Imediatos de 3º Grau", tenha destruído, com uma frieza só comprável com a dos Marcianos para com a Terra, uma obra que já por diversas vezes e em diversos formatos foi adequadamente adaptada.
Porque é que o Tom Cruise oscila entre o frágil ser humano deseperado pela sobrevivência dos seus filhos, e um qualquer super-herói invulnerável a quem os marcianos, não fulminam, não esmagam, não sugam e até quando o escolhem é para se "lixarem" (passe o calão), porque logo ali ele é o único a ser alvo da solidariedade dos antes aterrorizados colegas de cesto, e ainda tem tempo de fazer um malabarismo, com não sei quantas providenciais granadas - Alguém me explica como é que, estando espremido pela ventosa dos marcianos e uma das mãos do lado de fora para ser puxado, ainda consegue levar as granadas á boca, tirar as cavilhas e voltar a sair? A mim parece-me "Missão Impossível nº qualquer coisa".
E já agora gostava de saber a receita para, numa situação de pânico generalizado com uma multidão a querer fugir, toda a gente se mantém indiferente ao único carro a circular sem que imediatamente o assaltem? Há! Já me esquecia, isso sucedeu não sei quantas horas depois, e quando os nossos protagonistas já tinham saído do carro.
E que dizer da maravilha daquela auto-estrada pejada com veículos "súbitamente" paralizados, mas maioritáriamente ordeiramente arrumados na berma pelos "aterrorizados" ocupantes, imediatamente antes de se porem em fuga a pé? Claro que se não fosse assim como é que os nossos heróis poderiam circular nessa autoestrada.
Poderia continuar por mais não sei quantos milhares caracteres, qual programa de António Maria Carrilho (lembram-se? O marido da BáBá) mas tenho que acabar para me por em fuga, porque penso que não tarda nada que debaixo do chão surja, não uma máquina do outro mundo, mas o H.G.Wells, para se vingar do que lhe fizeram.
E ainda houve o descaramento, de usar directamente o texto do livro - com as devidas adaptações ao sec. XXI - no príncipio e fim do filme, alturas em que em termos de imagem existiu algo de original.

1 Comments:

Anonymous comentador acometido said...

Deste texto só concordo com uma coisa... o filme sabe realmente a ranço e foi, certamente, congelado e descongelado várias vezes.

Quanto aos demais comentários vou abster-me de comentar para evitar que comentem o meu comentário ao comentário o que me obrigaria a comentar o comentário do comentário ao comentário e começaria assim uma guerra surda, e talvez muda, enfim um erro que não vou comenter.

9:45 da manhã  

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